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Fiocruz prevê início de produção nacional de vacina no 2º semestre

Contrato com AstraZeneca deve ser assinado até março

A Fiocruz garantiu que o contrato com a AstraZeneca de transferência de tecnologia, para a produção do ingrediente ativo da vacina contra a covid-19, será assinado até o mês de março. A empresa farmacêutica confirmou que o acordo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil está em negociação, que deve ser concluída em breve.

Por enquanto, o Ingrediente Farmacêutico Ativo, componente responsável pela efetividade da vacina, está sendo importado de um laboratório da China e é apenas diluído e distribuído em doses aqui no Brasil. Mas, com essa transferência, a partir do segundo semestre ele poderá ser produzido no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, Bio-Manguinhos, da Fiocruz.

De acordo com o comunicado da fundação, a previsão inicial era de que o contrato fosse assinado no ano passado. No entanto, o grau de detalhamento necessário para esse tipo de documentação exigiu um tempo maior de preparação. Mas a Fiocruz ressaltou que isso não impactou o cronograma atual de entrega das vacinas, já que, até julho, mais de 100 milhões de doses serão produzidas a partir do IFA importado.

Na semana passada, a Fiocruz iniciou o envase dos primeiros 400 mil doses devem ser incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações em meados de março. Antes disso, o Brasil espera receber dois milhões de doses prontas, vindas de uma Fábrica da Astrazeneca na Índia, previstas para chegar nesta terça-feira (23).

Depois que a transferência de tecnologia estiver em vigor, a Fiocruz prevê produzir mais 110 milhões de doses da vacina no segundo semestre. Por isso, mesmo antes da assinatura do contrato, a fundação já está adaptando a planta industrial de Bio-Manguinhos, processo que deve ser concluído em abril.

Por Tâmara Freire – Rio de Janeiro

Fonte: Agência Brasil

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