Error
Saúde

Vacina da Pfizer poderá ser aplicada em pessoas a partir de 16 anos

Imunizante já tem registro definitivo, mas ainda não foi comprado

 

A Anvisa concedeu terça-feira (23) o registro definitivo à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech. A concessão do registro foi anunciada pelo diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, que destacou que a análise para a liberação do imunizante levou 17 dias.

Durante coletiva de imprensa, a agência reguladora explicou como se deu o processo de registro. Diferentemente das vacinas aprovadas até o momento, o imunizante do consórcio alemão-americano poderá ser aplicado em pessoas a partir dos 16 anos. A vacinação acontece em duas doses, sendo a dose de reforço 21 dias após a primeira.

O gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes, informou que o imunizante das empresas Pfizer/Biontech teve como eventos adversos fadiga, cefaleia, dor muscular e nas articulações ou calafrios; mas não houve nenhuma reação grave. No entanto, ele ressaltou que há restrição de uso para quem tem sensibilidade ao princípio ativo da fórmula.

A gerente de produtos biológicos da Anvisa, Maria Fernanda Reis, explicou que não há evidência de que a vacina previna a transmissão do vírus de pessoa a pessoa, o que foi demonstrado é que o imunizante é capaz de prevenir a manifestação da covid-19. A gerente ressaltou que os dados apresentados pelos fabricantes, e que foram avaliados pela Anvisa, dão suporte para o registro do produto.

Quanto à aplicação das doses, a Anvisa explicou que na bula existe uma recomendação para que os indivíduos que forem vacinados fiquem 15 minutos em observação, pois existe uma possibilidade de hipersensibilidade para pessoas que tenham histórico de alergias.

A vacina da Pfizer-Biontech não é produzida no Brasil, e ainda não há pedido de compra deste imunizante.

Por Daniella Longuinho – Brasília

Fonte: Agência Brasil