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Falta de olfato e de paladar na covid-19 ainda intrigam pesquisadores

Os dois sintomas são típicos da doença e permanecem por longo tempo

 

Com o surgimento do coronavírus, as pessoas passaram a não sentir mais o cheiro e o sabor de produtos e alimentos. O que levou a identificar essa característica como um dos principais sintomas provocados pela contaminação. A jornalista Raiane Bulhões fala sobre o que chamou mais sua atenção e o que mudou com o passar de quase um ano.

Sonora: “Foi eu pegar um frasco de perfume e tentar borrifar e não sentir absolutamente nada de cheiro. Acho que a conformação veio com os alimentos porque sou acostumada com café e não conseguia mais sentir o cheiro de café, de carne, de chocolate. Hoje, quase um ano depois, eu ainda não consigo tomar, por exemplo, suco de goiaba.

O doutor Vagner Andrade, clínico e nutrólogo, diz que os pacientes perdem o olfato e o paladar porque o vírus ataca as células nervosas diretamente ligadas aos sentidos.

Sonora: “Eles ocorrem de forma abrupta e intensa. Esses sintomas também podem estar presentes de uma forma mais leve em outras doenças respiratórias como a rinite, a sinusite, a gripe. Tenho um paciente que está há seis meses sem o olfato e o paladar, desde que contraiu a doença do coronavírus.

Infectologistas esclarecem que a perda do olfato e a perda do paladar são realmente os fatores predominantes para detectar a doença.

No ano passado, quando muitas questões foram levantadas e começaram a falar sobre os sinais e os sintomas da doença, logo veio a descoberta de que as pessoas com covid-19, mesmo sem apresentar outros sintomas, poderiam ficar sem o paladar e o olfato, reduzindo a capacidade de detectar sensações desencadeadas quimicamente.

Já se passou quase um ano da pandemia e, para a surpresa dos pesquisadores, algumas pessoas ainda não recuperaram esses sentidos. E como fazer isso?

A falta de pesquisa significa que há poucos tratamentos estabelecidos, mas uma opção é o treinamento do olfato, no qual as pessoas cheiram os odores prescritos regularmente para poder reaprendê-los.

Por Isidoro Calixto, Rede Cultura de Rádio – Belém

Fonte: Agência Brasil

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