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Robótica a serviço da cidadania: mostra de alunos reúne projetos que fazem a diferença no dia a dia das pessoas

Secretária Roberta Barreto anuncia feira estadual de tecnologia e promete levar experiência a outras escolas 

Robôs que ajudam a irrigar hortas, a retirar lixo dos rios e auxiliam pessoas com necessidades especiais foram apresentados na 1º Mostra Jovens na Robótica, no Ciep E>Tec 394 Cândido Augusto Ribeiro Neto, no bairro Rosa dos Ventos, em Nova Iguaçu. Reunidos em estandes, alunos de diferentes escolas da rede estadual apresentaram suas criações à secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto, a diretores e professores.

– O cenário da robótica e muito mais que um cenário futurista. Ele é um cenário inspirador. A robótica não trabalha somente as ciências exatas. Ela trabalha também essa capacidade de criação, toda essa questão cognitiva de atenção, de fazer, de acontecer, de dar certo. É um componente curricular que só vem enriquecer a qualidade do conhecimento. Queremos fazer mais um grande evento, com trabalhos de alunos de nossa rede – afirmou a secretária, ao lado da Subsecretária de Gestão de Ensino, Joilza Rangel.

O Spartan Team, do Colégio Bernardino Mello Júnior, por exemplo, mostrou como ajudar pessoas com necessidades especiais a acessar o transporte público. Em julho, os estudantes participam do FiraBrasil, e, no fim do ano, encaram o desafio do Torneio Brasil Robótica.

– As pessoas pensam que a robótica é apenas colocar um robô na mesa e colocar para rodar. Porém, é muito mais que isso e envolve diversas disciplinas.  A educação se modernizou, como tudo, e a era do professor de quadro e giz ficou para trás – assinala Gabriel Miranda, professor de robótica do colégio Bernardino Mello Júnior.

Para a capitã da equipe, Isís Sales, de 16 anos, os benefícios da robótica vão muito além dos tecnológicos.

–  O colégio, principalmente com a prática da disciplina, me fez mais atenta e melhorou muito minhas notas e meu relacionamento com todos. Sempre fui muito tímida, mas, agora, estou bem mais expansiva e feliz – afirma a líder da Spartan Team.

De acordo com a diretora pedagógica Maria Angélica Novaes, a robótica educacional faz parte do Projeto Raiz, da Regional Metropolitana I (responsável pelas escolas de Nova Iguaçu, Japeri e Queimados).

– Essa prática é algo que vai muito além da construção de projetos e programação de robôs. Também incentiva a criatividade dos alunos, o raciocínio, a lógica, o trabalho em equipe e a tomada de decisões – lembra.

As aulas incentivam o trabalho em equipe, a cooperação, planejamento, pesquisa e tomada de decisões, além de promover o diálogo e o respeito a diferentes opiniões. Também trabalham a interdisciplinaridade, com conceitos de diversas áreas, como linguagem, matemática, física, eletricidade, eletrônica, mecânica, arquitetura, ciências, história, geografia e artes.

– A gente está colocando em prática o que a gente estuda na sala de aula e, vendo o que a gente pode mudar na nossa realidade, é muito gratificante. Esse é o objetivo de todo o nosso projeto, que deve continuar em outros lugares, em outros colégios – diz Dante Mattos, de 14 anos, aluno do CIEP 345 Y Juca Pirama.

O diretor Eduardo Bentzen do Ciep E>Tec 394 Cândido Augusto Ribeiro Neto, que sediou o evento, ressalta que esta prática ajuda os estudantes em diversos aspectos.

– Educar é sonhar e, quando você realiza sonhos, você vê que vale a pena. Os alunos do nosso Ciep nunca haviam ouvido falar em robótica. Depois de visitarem uma feira em Jacarepaguá e Incentivados pelo movimento da robótica dentro da Metro 1, no ano passado, a professora Larissa desenvolveu esse projeto científico- explica Bentzen.

A 1º Mostra Jovem na Robótica Metro I vem não apenas para apresentar os projetos realizados nestas escolas, mas para criar esta cultura da robótica em toda a rede de ensino, com a participação cada vez maior de alunos e de toda a comunidade acadêmica.

– Hoje, temos jovens mais exigentes e ligados à tecnologia. Essa ação permite trabalhar de modo multidisciplinar e potencializar a capacidade de criar e empreender. O aluno também aumenta a sua autoestima – afirma Guilherme Machado, diretor do Colégio Bernardino Mello Júnior e um dos idealizadores da mostra.

 

 

Imagens: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO 

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